Pedaços de qualquer coisa - O poema rasgado....na tela preenchida

quarta-feira, março 21, 2007

Introspecção




"Introspecção"

Ninguém toca à campainha da razão, muito menos quando esta,por assim dizer, não tem porta, estabelecida na rua dos olhares maquilhados.E que olhar lançaras como âncora a um mundo, tão rico,tão estático, como uma esquina, cruzamento de vários sons…Que fidelidade juraras a ti mesmo, como que o marcador de teu caderno,“Daqui não avançarei”, mas como que num deserto sem fim, as páginas embranco que te precedem, são fins inacabados.São momentos decorados na cábula do passado, no telhado em confidênciacom um cata-vento sem voz, denunciador de ventos baralhados,onde o Norte não é a direcção que todos tomam.No Norte das caixas de silêncio, a voz que nunca voltará é a tua simetria,num espelho sem temporalidade, apenas de consciência.

Pedro Palrão

2 Comments:

Blogger Alice in Wonderland said...

Sempre gostei de espelhos.
Eles são a nossa consciência, o presente concreto do nosso passado. A simetria imperfeita.
Por vezes olhar um espelho é tão difícil como tocar à campainha da tal porta. A porta que evitamos ver, para não ser aberta. O reflexo desigual que nos desequilibra.
É esse o verdadeiro desafio.

Parabéns pelo post

2:16 da tarde

 
Blogger Bruno&Ana said...

Tu próprio és o alimento, o teu próprio caminho. Tu escolhes os teus instrumentos preferidos. És Arte sem plágio, porque o teu plágio é a cópia de ti mesmo.

9:48 da manhã

 

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